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Evangélica dá carona a casal após culto e é assassinada por eles

Uma mulher de 55 anos foi encontrada morta na noite de domingo (30) em um canavial às margens da Rodovia Anhanguera, em Jardinópolis (SP). Segundo a polícia, um casal atacou a vítima com uma faca improvisada durante um roubo. Os supeitos foram presos em flagrante e irão responder por latrocínio, que é roubo seguido de morte, e ocultação de cadáver.
A vítima, que atuava em causas sociais, conheceu os suspeitos em uma igreja evangélica e já havia ajudado o casal em outras ocasiões. Ela foi atacada quando dava carona para eles, depois de terem saído de um culto no bairro Monte Alegre, zona oeste de Ribeirão Preto (SP).
Roger Max Soares, de 26 anos, e Rebeca Soares da Silva, de 25 anos, foram presos com o veículo da vítima em uma blitz em Jardinópolis, momentos depois do crime. Policiais militares notaram contradições na versão dos suspeitos, até que o homem confessou que tinha matado a voluntária.
“Depois de algumas indagações a respeito da procedência do veículo e do paradeiro da vítima, ele acabou confessando que havia obrigado a vítima a dirigir o veículo até um canavial, e que nesse local ele a matou, por ela ter se recusado a fornecer senhas de cartões de crédito para ele realizar saques”, explica o tenente da PM Danilo Daltoso.
Ainda segundo Daltoso, Soares usou uma faca artesanal, feita com um pedaço de cabo de vassoura e uma haste de tesoura. À polícia, o suspeito afirmou que precisava de dinheiro para comprar uma arma. “Ele teve um desentendimento com vizinhos, que ameaçaram ele de morte, tanto ele como a namorada. Ele tentou levantar dinheiro para comprar uma arma e matar esses vizinhos que ele tinha desafeto”, diz Daltoso.
Na delegacia, os suspeitos falaram sobre o crime. “Lógico que não [me arrependo]. Pra que eu vou me arrepender? Eu tinha que conseguir o dinheiro de uma forma rápida”, diz Soares. O suspeito, no entanto, afirmou que a namorada não teve participação no crime.
“Eu só presenciei, não sabia que ele ia cometer o ato. Tentei ajudar mas eu não podia, também fui ameaçada por ele. A única ameaça que eu sofri foi no ato, quando a gente foi na igreja, a dona ia levar a gente em casa. Ele foi cometer o ato e eu disse: não faz isso, Roger. Porque ela é uma pessoa muito boa, mas ele me ameaçou também”, afirma Rebeca.

Frios e calculistas
O delegado Cesar Augusto de França, responsável pelas investigações do caso, não tem dúvidas de que o crime foi premeditado e de que a namorada do suspeito tinha consciência e foi comparsa no ato.
“Eles confessam de maneira fria, calculista, como mataram a vítima apenas para roubar o carro e dinheiro. Ele confeccionou uma faca artesanal e depois atraiu a vitima por uma suposta carona. Assim perpetuou o roubo. A mulher foi conivente porque nao procurou a policia. Ele matou a mulher, foi para Ribeirão Preto e depois voltou para Jardinopolis. Ela tinha condições de denunciá-lo, não o fez porque era comparsa”, explica.
França também afirma que Soares já é conhecido nos meios policiais, e que é uma pessoa agressiva e de personalidade distorcida. “Já autuei ele em Altinópolis (SP) por atentado violento ao pudor. Ele sempre foi agressivo. Ele é alienado em sentimentos. Não está preocupado com a consequência e não pode viver em sociedade.Ele sabe o que está fazendo, tem compreensão, mas não se importa com aquilo que ele faz”, diz.

O casal foi preso em flagrante e autuado por latrocínio e ocultação de cadáver.

(G1)

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