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Após permitir entrada de pastor na concentração, chefe de segurança da seleção é demitido

A CBF demitiu o chefe de segurança da seleção por ter permitido a entrada de um pastor que realizou um momento de oração com os atletas na concentração do time. O coronel Moacyr Alcoforado, nomeado pelo ex-presidente José Maria Marin, acabou perdendo seu cargo após o mal-estar gerado na comissão técnica.
Na ocasião, o pastor Guilherme Batista, de 25 anos, postou imagens nas redes sociais onde orava com os jogadores. Nas postagens, ele agradeceu a David Luiz e Kaká pelo convite para oração no hotel que estavam hospedados em Boston (EUA).

Dentre os jogadores presentes na reunião estavam Alisson, Douglas Santos, Douglas Costa, Fabinho, Jefferson, Lucas Moura, Marcelo Grohe e Lucas Lima. O pastor chegou ainda a posar ao lado do técnico Dunga, escrevendo na legenda da imagem: "Café da manhã com o chefe".
Guilherme, que é líder e fundador do ministério Transformados, de Goiânia (GO), ainda revelou que três integrantes do time entregaram suas vidas a Jesus e celebrou o acontecimento. "Hoje o céu esteve em festa em nossa reunião, pois 3 vidas se entregaram a Cristo voltando pra Jesus e tomando a decisão certa!"

Semanas depois, Dunga se mostrou visivelmente incomodado com o episódio diante da imprensa, ressaltando que reuniões religiosas não são permitidas dentro da seleção. O técnico também se indignou com Batista que, em sua avaliação, teria tentado se promover.
"Não permiti. Nem eu, nem o Gilmar (Rinaldi) e nem a seleção. Dentro da seleção, as coisas são feitas com transparência. Nós temos uma sala onde os jogadores podem receber seus familiares ou pessoas mais perto. Não é que nada é proibido, mas na seleção brasileira não é local de exposição religiosa, política. Ali nós temos que nos concentrar no que estamos fazendo, que é jogar futebol apenas", afirmou Dunga na ocasião.
 

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